Mau ou mal?


Depois de dois anos sem novidades, a série de postagens Dúvidas da Língua está de volta! 🎉

No post de hoje, vamos explicar a diferença entre as palavras mau e mal, mas, se estiver com pressa, é só dar uma olhada na dica rápida da imagem abaixo! 😉


É só pensar no oposto daquilo que queremos escrever e pronto! Vale lembrar que mau é o contrário de bom e mal é o antônimo de bem.

Um truque para lembrar disso é pensar que a palavra mau tem a letra “U”, que possui a parte de baixo arredondada assim como a letra “O” de bom!

Essa dica funciona na maioria dos casos. Para entender melhor cada uso dessas duas palavrinhas, é só ler o restante do artigo!

Uso de “mau”

“Mau” é um adjetivo usado com o mesmo significado de “ruim” ou “malvado”. É o oposto de bom e indica algo ou alguém que faz maldades, que não é de boa qualidade, que tem más intenções ou que é prejudicial.

Exemplos

Carlos Alberto é um mau (≠ bom) professor.
Ele está sempre de mau (≠ bom) humor.
Esse professor é muito mau (≠ bom).
Ele foi afastado por mau (≠ bom) comportamento.

Uso de “mal”

O uso da palavra “mal” é mais complexo, já que ela pode ser usada como advérbio, substantivo ou conjunção!


Advérbio

Como advérbio de modo, indica que alguma ação (o verbo da frase) foi realizada de maneira incorreta, insatisfatória, indelicada ou cruel. Nesse caso, é o contrário de “bem” e pode ter o mesmo significado de “incorretamente”, “erradamente” ou “insatisfatoriamente”.

Exemplos

Meu time joga muito mal (≠ bem).
Todos foram mal (≠ bem) na prova de Química.
Eu estava me sentindo mal (≠ bem) ontem à noite.
Um professor mal-humorado (≠ bem-humorado) foi afastado.

Substantivo

Como substantivo, significa algo nocivo ou prejudicial, podendo ser usada como sinônimo de maldade, sofrimento, doença, problema ou perigo. Também é o oposto de “bem”. Repare que, nesse caso, a palavra “mal” quase sempre está acompanhada de um artigo, como “um” ou “o”.

Exemplos

O Aedes aegypti é um mal (algo nocivo, um problema) que deve ser combatido!
Quem faz o mal (maldade, causa sofrimento) aos outros, não tem coração.
Afaste-se do mal (perigo, problema, algo nocivo) o quanto antes!

Conjunção

Como conjunção temporal, “mal” indica que algo aconteceu imediatamente depois de outro acontecimento. Tem o mesmo sentido de “assim que” e “logo que”.

Exemplos

Mal (assim que) saiu de casa, começou a chover.
Mal (assim que) comprei o celular, ele parou de funcionar.


Exercício!

Complete as frases a seguir com “mal” ou “mau”.

a) Eu estava me sentindo ____ ontem à noite.
b) Ele está sempre de ____ humor.
c) ____ começou o jogo, meu time fez um gol.
d) Você é muito ____-educado!
e) Tive um ____ pressentimento quando te vi.
f) Não me leve a ____.
g) Você tem um ____ gosto para decoração.
h) Aquele bandido é muito ____.
i) Caí de ____ jeito.
j) Essa história está ____ contada…
k) Ele é um ____ aluno.
l) Fui muito ____ nessa prova.


Respostas

a) mal
b) mau
c) mal
d) mal
e) mau
f) mal
g) mau
h) mau
i) mal
j) mal
k) mau
l) mal

Muito obrigado por ler esse artigo!

Se tiver qualquer dúvida, sugestão ou comentário, é só usar o espaço logo abaixo!

Aedes aegypti: uma ameaça negligenciada?


Dividido em duas partes, o documentário "Aedes aegypti: uma ameaça negligenciada?" discutirá o histórico do combate ao Aedes aegypti e os desafios atuais no controle do vetor.

O documentário foi produzido pelos alunos do Colégio Pedro II Camila Barros, Ezequiel Santos, Lucas Nascimento Moura, Pedro Dobal e Ricardo Santos. Os entrevistados foram: Denise Valle, bióloga e pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz; Jaime Benchimol, historiador em saúde pública da COC/Fiocruz; José Gomes Temporão, ex-ministro da saúde; Marcelos Caldeira, professor de História do Colégio Pedro II; Margareth Capurro, professora da USP e ex-coordenadora do Projeto Aedes Trangênico; Mariana Rocha David, bióloga do Lab. de Hematozoários do IOC/Fiocruz e Rodrigo Cesar Magalhães, doutor em História das Ciências. 

Assista!

Parte 1 | Histórico de combate e controle do vetor


Parte 2 | Dengue, zika, chikungunya e desafios atuais


Pop Art


A Pop Art (arte popular, em português) foi um movimento artístico que usava figuras e ícones populares como temas de suas obras. Ela se desenvolveu na década de 1950, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Nessa década, alguns artistas começaram a defender uma arte que se comunicasse diretamente com o público por meio de símbolos do imaginário que cercava a cultura de massa e a vida cotidiana. Eles propunham uma aproximação entre a arte e a vida comum.
    
Os artistas recorreram à ironia para elaborar uma crítica ao excesso de consumismo, estetizando os produtos massificados. Usavam a ironia para criticar a sociedade consumista da época, enfatizando produtos de alto consumo, como garrafas de Coca-Cola e as sopas Campbell. Eles se inspiravam nesses objetos e mantinham com eles uma relação dual: a sua arte traduzia certa adoração, mas também a perda do sujeito e da relação humana na contemplação artística.

As obras eram geralmente feitas com desenhos simplificados e cores saturadas, representando objetos comuns do dia a dia, como latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos de propagandas e outros objetos. A técnica de repetir várias vezes um mesmo objeto (simulando o trabalho mecanizado), com cores diferentes e a colagem foram muito utilizadas.

“O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?”, colagem de Richard Hamilton, 1956.

Uma das primeiras e mais famosas imagens consideradas arte pop é a colagem de Richard Hamilton “O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?”, de 1956. A composição de uma cena doméstica é feita com o auxílio de anúncios tirados de revistas. Nela, um casal se exibe com os atraentes objetos da vida moderna: televisão, aspirador de pó, enlatados, produtos em embalagens vistosas etc. Os anúncios são retirados de seus contextos e transpostos para a obra de arte, mas ainda guardam a memória de seu lugar original.


Andy Warhol

Andy Warhol, "Marilyn Diptych", 1962. 

As mais famosas referências da Pop Art são as obras do artista americano Andy Warhol, que usou muito dos ícones do cinema e da música, como Michael Jackson, Elvis Presley, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot, Marlon Brando e Marilyn Monroe, para mostrar ao mundo como as personalidades famosas eram vazias e impessoais. Andy Warhol também é famoso por suas imagens em série de artigos de consumo, como as sopas Campbell e garrafas de Coca- Cola.

Suas obras se particularizam pelo uso original da cor brilhante, de materiais industriais e pelo exagero do efeito de simultaneidade (como na repetição das latas de Campbell e das imagens de Marilyn). A multiplicação das imagens enfatiza a ideia de impessoalidade e também o efeito decorativo. O artista também criou obras para estampar a capa de discos de diversas bandas, como os Rolling Stones.


Roy Lichtenstein

Roy Lichtenstein, "Whaam!" , 1963.

O artista americano Roy Lichtenstein também realizava ampliações das ilustrações das histórias de quadrinhos: pegava um quadrinho e transformava em pintura. Nisso, ele utilizava as imagens com sentido irônico, ao elevar os quadrinhos à categoria de grande arte.


Claes Oldenburg

Outro artista americano, Claes Oldenburg, desenvolvia ampliações tridimensionais de objetos do cotidiano em grandes proporções. Ele ampliava os mais variados objetos em escalas colossais. As esculturas moles de Oldenburg estão dentre os seus trabalhos mais procurados.

As ampliações e transformações, segundo ele, “devolvem a força ao objeto”, porque desorientam o espectador e lhe dão uma sacudida para que saiam daquela visão normal das coisas. Ele alterava os objetos para nos fazer ver, talvez pela primeira vez, algo que olhamos todos os dias. A escultura “Toalete Mole”, por exemplo, vira do avesso as expectativas de quem vê a obra. O que deveria ser rígido é mole e bambo, o que deveria ser sanitário, parece anti-higiênico.


Pop Art no Brasil

Claudio Tozzi, "Cérebro".

No Brasil, não houve a mesma movimentação que na Inglaterra ou nos Estados Unidos. Por aqui, a Pop Art surgiu no contexto da ditadura militar e foi usada como instrumento de crítica a ela. Os principais nomes da Pop Art brasileira foram Claudio Tozzi, Antonio Dias e Rubens Gerchman.

Nessa obra de Claudio Tozzi, por exemplo, podemos observar um cérebro com um parafuso no centro. O parafuso está fazendo uma metáfora em relação à repressão existente na ditadura, uma época na qual os pensamentos não podiam correr de forma tão livre quanto hoje.




Imagens

Roy Lichtenstein, "Whaam!" , 1963. Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=5673474

Richard Hamilton, "Just what is it that makes today's homes so different, so appealing?, 1956. Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=4161528


Andy Warhol, "Marilyn Diptych", 1962. Fair Use.


Andy Warhol, "Campbell's Soup I", 1968.Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=4268566


Claes Oldenburg, "Shutllecocks".

Claudio Tozzi, "Cérebro".



Por que a política é tão importante?

Atualmente a maioria das pessoas relaciona política à corrupção. Intitulam a política como uma profissão de ladrões que só querem se aproveitar da oportunidade que possuem de usufruir o dinheiro público. Mas será que a política é algo tão sórdido? Se sim, por que a sociedade criou uma coisa para o seu próprio mal? Se não, por que as pessoas falam isso? Discutiremos abaixo.

Vamos começar desmitificando falácias, na política existem pessoas boas e ruins, como toda e qualquer profissão. Algumas pessoas falam mal da política porque não conhecem sua serventia, ou conhecem, mas não estão preocupadas com a sociedade e/ou têm um tom generalizador em tudo que veem. A política não é algo ruim como as pessoas pensam, ela é o cuidado com o passado, o presente e o futuro. Vamos detalhar isso:

Cuidado com o passado porque é na política onde se tem interesse em guardar o patrimônio histórico, assim como os feitos de antigos líderes e conceitos ideológicos.

Cuidado com o presente porque a política é um meio onde os representantes da população de um determinado lugar podem mudar a rotina de seus representados.

Cuidado com o futuro, já que é de onde os projetos que podem mudar a realidade lá na frente vêm, além de ser a ferramenta pacífica por onde as pessoas fazem as revoluções e reações.

A política surgiu desde que se começou a marcarem fronteiras por esse planeta. Já a política democrática como conhecemos hoje vem do desejo da população de ter nações mais justas, inspiradas nos países e ideias registradas principalmente nos livros Política de Aristóteles, Utopia de Thomas More, Leviatã de Thomas Hobbes, Do Contrato Social de Jean Jaques Rousseau e no Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels.

As pessoas que dão todos os adjetivos ruins a política são pessoas mal intencionadas ou analfabetas política, falaremos mais do analfabeto político em outro post.

E a política é isso, uma ferramenta pelo qual uma pessoa pode mudar o mundo. E você, que está lendo este post, fez alguma ação para mudar o mundo? Não espere, a hora é agora.

"Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
Geraldo Vandré

Estrutura e Classificação das Células

A microscópica oficina da vida

Para começar com chave de ouro as postagens de Biologia, falaremos sobre CÉLULAS! Apesar de serem microscópicas, possuem uma enorme importância para todos os seres vivos.


O que é célula?

Célula é a menor unidade formadora dos seres vivos, como se fosse um tijolo que junto a outros formam a estrutura de uma casa. Elas possuem tamanho, formas, vida média e funções diversas.

Quando você leu a introdução desse texto, deve ter se perguntado: “Se as células são microscópicas, então quantas o corpo humano possui?” Pois fique sabendo que cada um de nós possui 10 TRILHÕES de células!

Metabolismo celular

É no interior das células que ocorre o metabolismo celular, ou seja, o conjunto de reações químicas vitais para a manutenção do organismo. Como por exemplo: a transformação da glicose em energia, a produção de hormônios, e a síntese (produção) de proteínas.

Além disso, algumas células são responsáveis pelo transporte de nutrientes e gases, como as hemácias, que pegam o oxigênio nos pulmões e levam até outras células.

Classificação das células

As células podem ser divididas em dois grandes grupos se formos levar em consideração a existência de núcleo.

Células procarióticas: não possuem núcleo verdadeiro, pois seu material genético (DNA e/ou RNA) não está envolto por uma  carioteca (membrana que reveste o núcleo). Além disso, as únicas organelas presentes nas células procarióticas são os ribossomos. Então, é por isso e pela ausência da carioteca  que esse tipo de célula é considerada bem mais simples se comparadas às células eucarióticas. São encontradas em bactérias e cianobactérias.

Células eucarióticas: possuem núcleo, são mais complexas e possuem uma grande variedade de organelas mergulhadas no citoplasma. São células que possuem um verdadeiro(eu) núcleo(karyon). Estão presentes em animais, plantas e fungos.

Os seres vivos também podem ser classificados de acordo com a quantidade de células que possuem, como:

Unicelular: seres vivos que são constituídos por somente uma célula, como as bactéria e amebas. Muitos desses vivem dentro de seres pluricelulares.

Pluricelulares: seres vivos que possuem mais de uma célula. Por exemplo: vegetais, animais e fungos.


Estrutura celular


Toda célula é formada por membrana plasmática e citoplasma.

Membrana plasmática: estrutura fina que protege e delimita a célula, ou seja, separa o meio intracelular do meio extracelular. É constituída, principalmente, por fosfolipídio, colesterol e proteínas.

Citoplasma: espaço intracelular composto por um líquido gelatinoso chamado citosol, constituído por água, proteínas, sais minerais e açúcares. É no citoplasma que acontece a maioria das reações químicas vitais para a célula.

No caso da células eucarióticas, o citoplasma é a região entre a membrana plasmática e o núcleo, e onde se encontram mergulhadas as organelas citoplasmáticas.

Núcleo: centro de controle das células e “arquivo” das informações hereditárias, onde se encontra o material genético (DNA e parte do RNA). O núcleo é envolvido por uma membrana chamada carioteca. O núcleo junto à carioteca, por sua vez, só se encontra nos seres eucariontes.

As células dos vegetais, dos fungos e de alguns procariontes ainda apresentam uma outra estrutura denominada parede celular.
     Célula vegetal


Parede celular: camada rígida que envolve a membrana plasmática, composta por celulose (nas células vegetais) e por quitina (nas células dos fungos).

O quão complexas são as células, não são? Mas essa tamanha complexidade não acaba por aqui, outros artigos sobre essas “belezuras” microscópicas serão postados em breve!! E para te ajudar ainda mais fizemos esse RESUMÃO especialmente para você ! Veja! 




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“Descobri que, quanto mais eu estudo, mais sorte pareço ter nas provas”.



Endereços das imagens:

Bastante ou bastantes? Acabe com esse erro comum!


Bastante ou bastantes? Se você estranhou a pergunta, faz parte da grande maioria dos brasileiros. Estamos tão acostumados a usar este termo no singular, que nem nos damos conta de que em certas situações ele deve ser usado no plural.

A palavra bastante é basicamente usada em dois sentidos: significa suficiente ou é sinônimo de muito.

Portanto, uma dica prática é trocar “bastante” por “suficiente” ou “muito”, dependendo do contexto. Se a palavra usada for para o plural (“suficientes”, “muitos” ou “muitas”), devemos usar “bastantes”. Caso contrário, usamos “bastante”.

Ex.: As flores são bastante bonitas. As flores são muito bonitas.
       Temos bastantes livros. Temos muitos livros.
      
Não entendeu? Então confira essa dica novamente na imagem abaixo.



Os usos da palavra “bastante”

A palavra bastante é empregada de diferentes formas. Pode ser advérbio, adjetivo, pronome indefinido e ainda substantivo! Dependendo da classificação dela na frase, poderá ser escrita no plural ou não.

Advérbio de intensidade

Essa é a forma mais utilizada. Tem a função de reforçar e intensificar algo, tendo o significado de “muito”. É invariável, portanto, é usada sempre no singular.

Ex.: Nós comemos bastante. Nós comemos muito.
       Essas flores são bastante bonitas. Essas flores são muito bonitas.

Adjetivo

Como adjetivo, vai sempre indicar algo que já é suficiente ou já está em quantidade suficiente. Quando usada desta forma, a palavra “bastante” é variável e deve concordar com o substantivo que acompanha.

Ex.: Já há bastantes livros na estante. Já há livros suficientes na estante.
       Já tenho bastantes problemas. Já tenho problemas suficientes.

Pronome indefinido

Empregada como pronome indefinido, ela expressa qualidades ou quantidades indefinidas, admite plural e deve ser conjugada de acordo com o substantivo que acompanha. É sinônima de “muito”.

Ex.: Ele tem bastantes amigos. Ele tem muitos amigos.
        Temos bastantes livros. Temos muitos livros.

Substantivo

Se atuar como substantivo, não varia, mas deve ser usada depois de um artigo definido masculino. Tem o mesmo significado que “suficiente”.

Ex.: Nós já comemos o bastante. Nós já comemos o suficiente.


Espero que estas dicas tenham sido úteis para você! Não se esqueça se deixar suas impressões, dúvidas ou sugestões. Comente!

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Leia também:
Mas, más ou mais? 
Havia ou haviam? Houve ou houveram?
- O uso dos porquês

O uso dos porquês


Por que, porque, porquê ou por quê? Você costuma ficar em dúvida quando vai escrever uma frase com um dos porquês? Se sua resposta foi sim, então esse texto é para você!

Na terceira postagem da série Dúvidas da Língua, vamos mostrar quando se deve usar cada um deles para que você nunca mais hesite em escrevê-los.

Antes de mais nada, confira abaixo este pequeno esquema que nós montamos para te ajudar! Ele mostra os usos mais comuns dos quatro porquês.


O uso de “por que”

A forma “por que” é utilizada no início ou no meio de frases, quando puder ser substituída por “por qual motivo” ou “por qual razão”.

Ex.: Por que (por qual motivo) você não compartilha esse texto?
        Diga-me por que (por qual motivo) você não compartilha esse texto.
        Não sei por que (por qual motivo) ela não veio.

Em alguns casos, também pode equivaler a “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais” ou “pelas quais”.

Ex.: Estes são os direitos por que (pelos quais) estamos lutando.
        Os jardins por que (pelos quais) passamos eram lindos.


O uso de “por quê”

A forma “por quê” tem o mesmo significado da forma anterior (“por qual motivo” ou “por qual razão”), mas é usada sempre no final de frases, antes de um ponto final, de interrogação ou de exclamação.

Isso ocorre porque o “que” passa a ser tônico no final de frase e deve ser acentuado.

Ex.: Não nos seguiu nas redes sociais ainda? Por quê?
        Por quê? Você sabe bem por quê.
        Não comentas por quê?
        Foi reprovado e não sabe por quê.


O uso de “porque”

A forma “porque” é uma conjunção explicativa ou causal. Costuma ser usada em respostas, podendo ser substituída por “pois”, “uma vez que”, “já que”.

Ex.: Comprei esta camisa porque é mais bonita.
         Você veio até aqui porque queria me ver?
         Ele não casa porque não quer.


O uso de “porquê”

A forma “porquê” é usada quando tem função de substantivo, com sentido de motivo, causa ou razão. Pode ser usada no plural (os porquês).

Ex.: Se ele fez isso, deve ter um porquê.
        Queria saber o porquê do seu atraso.
        Não entendo o porquê dessa bagunça.
        Agora você já aprendeu a usar os porquês.
  


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